Dúvida · Fígado

Suplemento natural faz mal ao fígado?

Conteúdo da OROVITA, que vende suplementos com ingredientes citados aqui. Esta página não indica produto e não é orientação médica.

Atualizado em 10 min de leitura25 fontes

  • 15,5% das lesões de fígado da rede americana DILIN foram causadas por ervas e suplementos, de 2004 a 2013 (Navarro et al., 2014)
  • 0,1 mg/kg de peso por dia é o limite tolerável de cumarina, atingido com cerca de 2 g de cássia por um adulto de 60 kg (EFSA, 2008 · BfR, 2012)
  • D e E são as notas do LiverTox para canela (causa rara possível) e para óleo de orégano e cominho-preto (causa improvável); nenhuma das duas atesta segurança (LiverTox, 2023 e 2026)

Natural não quer dizer inofensivo para o fígado. Na rede americana DILIN, ervas e suplementos, inclusive os de musculação, causaram 15,5% dos 839 casos de lesão hepática registrados de 2004 a 2013[1]. O risco muda de planta para planta: a canela tem nota D no LiverTox, causa rara possível, e a cássia preocupa pela cumarina[12][4]; óleo de orégano e cominho-preto têm nota E, causa improvável, o que não é atestado de segurança[7][8].

Resposta curta

  • Ervas e suplementos responderam por 15,5% das lesões de fígado da rede DILIN (EUA, 2004 a 2013), e a fatia subiu de 7% para 20% no período (Navarro et al., 2014)[1]. Na rede latino-americana LATINDILI, foram 9% de 468 casos em dez anos (Bessone et al., 2025)[23].
  • Os casos mais citados envolvem extrato de chá verde, produtos para perda de peso e fórmulas com várias plantas[2][3]. O extrato de chá verde tem nota A no LiverTox: causa bem estabelecida[6].
  • Canela: nota D no LiverTox[12]. Na cássia, o limite tolerável de cumarina é 0,1 mg por quilo de peso por dia (EFSA, 2008)[4], e um adulto de 60 kg chega a ele com cerca de 2 g de cássia por dia (BfR, 2012)[5].
  • Óleo de orégano e cominho-preto (Nigella sativa) têm nota E no LiverTox, causa improvável (2023)[7][8], que não é atestado de segurança. A monografia europeia do alho não lista efeito no fígado (EMA, 2017)[9].
  • Pele ou olhos amarelados, urina muito escura, cansaço sem explicação, náusea e dor na barriga pedem parar o produto e procurar atendimento (Anvisa, 2026)[10].

Ficha rápida

Ervas e suplementos nas lesões de fígado (EUA)
15,5% dos casos: 130 de 839, de 2004 a 2013 (DILIN)
Sem os suplementos de musculação
85 de 839 casos, cerca de 10% (DILIN)
Dado mais recente citado pelo LiverTox
mais de 16% dos casos da DILIN (ficha de 2025)
América Latina
9% de 468 casos em dez anos (LATINDILI, 2025)
Limite tolerável de cumarina
0,1 mg/kg de peso por dia (EFSA, 2008)
Nota LiverTox: canela
D, causa rara possível (2026)
Nota LiverTox: orégano e cominho-preto
E, causa improvável (2023)
Nota LiverTox: extrato de chá verde
A, causa bem estabelecida (2020)

Por que um suplemento natural pode fazer mal ao fígado?

Um suplemento natural pode fazer mal ao fígado porque "natural" não diz nada sobre dose, pureza ou mistura. O LiverTox, base de lesão hepática dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, lembra que a maioria dos suplementos à venda são misturas complexas e que há relatos de produtos contaminados ou com ingredientes fora do rótulo, como metais pesados, medicamentos, produtos microbianos e pesticidas[2].

A Sociedade Brasileira de Hepatologia aponta o mesmo: o risco aumenta com produtos que associam várias plantas, com o uso da parte errada da planta e com contaminação química ou biológica[11]. A gravidade pode ser alta. Na DILIN, dos 130 casos ligados a suplementos, 45 eram de produtos de musculação e 85 de ervas e outros suplementos (cerca de 10% dos 839 casos); esses 85 levaram mais vezes a morte ou transplante do que as lesões por medicamentos: 13% contra 3%. O quadro foi mais comum em mulheres de meia-idade[1]. Segundo o LiverTox, o dado mais recente da DILIN passa de 16% dos casos[2].

Canela, alho, orégano e semente preta fazem mal ao fígado?

Canela, alho, orégano e semente preta têm riscos documentados diferentes para o fígado. A canela é a que tem o risco mais estudado, por causa da cumarina da cássia, e o LiverTox a classifica como causa rara possível (nota D), com pelo menos três casos publicados, nenhum com reexposição e alguns com outra causa possível[12]. Para óleo de orégano e cominho-preto, a nota é E, causa improvável[7][8].

Risco para o fígado, planta por planta
PlantaNota no LiverToxO que está documentado
Canela cássia (Cinnamomum cassia, C. burmannii, C. loureiroi)D: causa rara possível (ficha da canela)[12]Cumarina em média de 3.000 mg/kg[5]; pelo menos três casos publicados de lesão atribuída à canela[12]
Canela do Ceilão (Cinnamomum verum)D (a mesma ficha da canela)[12]Cumarina baixa, não zero: de não detectável a 486 mg/kg nas amostras do varejo alemão[25]. Não localizamos estudo de segurança para o fígado, em pessoas, com extrato concentrado de Ceilão
Alho (Allium sativum)Não localizamos ficha própriaA monografia europeia não lista efeito no fígado; os riscos descritos são sangramento e interação com remédios[9]. Há um relato isolado num paciente transplantado de fígado que tomava alho em dose alta[14]
Óleo de orégano (Origanum vulgare)E: causa improvável[7]Nenhum relato publicado de alteração das enzimas do fígado ou de lesão atribuída ao óleo, até 2023[7]
Cominho-preto (Nigella sativa)E: causa improvável[8]Nenhum relato até a ficha de 2023[8]. Em 2025, um relato de insuficiência hepática aguda, com morte, numa paciente de 82 anos em hemodiálise que tomava cápsulas de óleo de semente preta havia um mês e vários outros remédios; não houve avaliação formal de causalidade[15]
Extrato de chá verde (referência)A: causa bem estabelecida[6]Num ensaio com 1.075 mulheres na pós-menopausa, as enzimas do fígado subiram em 6,7% de quem tomou o extrato, contra 0,7% no grupo de controle[6]

Nota E não é atestado de segurança: quer dizer que, apesar do uso amplo, ninguém tinha publicado um caso convincente até a data da ficha[7][8]. E a nota vale para o ingrediente, não para a marca: contaminação e ingrediente fora do rótulo são riscos do produto, não da planta[2]. Quem não deve tomar cada um está nos guias sobre quem não deve tomar óleo de orégano com semente preta e sobre quem não pode tomar alho negro.

Por que a canela cássia é a que mais preocupa?

A canela cássia é a que mais preocupa por causa da cumarina, substância natural da planta que, em excesso, pode lesar o fígado. A Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (EFSA) confirmou em 2008 o limite tolerável de 0,1 mg de cumarina por quilo de peso por dia, fixado em 2004[4].

A EFSA só tolera passar desse limite por pouco tempo, uma ou duas semanas, o que não vale para uso diário em cápsula[4]. A cássia tem em média cerca de 3.000 mg de cumarina por quilo, e um adulto de 60 kg chega ao limite com cerca de 2 g de cássia por dia[5]. Em cápsulas de canela para diabetes vendidas na Alemanha e analisadas por um laboratório oficial, o Instituto Federal Alemão de Avaliação de Risco (BfR) estimou que o pó de canela usado, provavelmente cássia, tinha de 2.100 a 4.400 mg de cumarina por quilo[13]. Em 2021, a agência francesa ANSES concluiu que suplementos com plantas que contêm cumarina podem ultrapassar muito o limite tolerável, e que um risco à saúde não pode ser descartado[16].

Quando a cumarina foi usada como remédio, em doses muito maiores que as da comida, as enzimas do fígado subiram em 0,4% de 2.173 pacientes que tomavam de 50 a 100 mg por dia e em 6% de 140 pacientes com 400 mg por dia por seis meses[16]. Nos estudos que acompanharam esses pacientes, as alterações regrediram depois da suspensão[17]. O limite tolerável vale para o consumo diário ao longo da vida e não é meta de consumo, e a ANSES lembra que uma pequena parcela das pessoas é sensível à cumarina e reage a doses baixas[16].

A canela do Ceilão tem teor baixo de cumarina, não zero: nas amostras do varejo alemão, de não detectável a 486 mg/kg (Woehrlin e colegas, 2010)[25]. Num extrato concentrado, o teor por cápsula depende do extrato, e só o laudo do lote mostra. A conta para o seu peso, com calculadora, está no guia com o limite de cumarina por peso.

Quais sinais mostram que o fígado pode estar sofrendo?

No alerta de março de 2026 sobre produtos de cúrcuma, a Anvisa lista quatro sinais que pedem avaliação médica: pele ou olhos amarelados (icterícia), urina muito escura, cansaço excessivo e sem explicação, e náuseas com dor na região do abdômen. Diante deles, a orientação é parar o produto na hora e procurar um profissional de saúde[10].

A Sociedade Brasileira de Hepatologia acrescenta coceira, falta de apetite, mal-estar, febre e manchas na pele, e diz que suspender o produto suspeito ainda é a melhor conduta, sem voltar a usá-lo[11].

Como avisar a Anvisa sobre uma reação a suplemento?

Uma reação a suplemento é comunicada à Anvisa pelo e-Notivisa, o sistema em que o próprio cidadão informa eventos adversos e queixas técnicas de produtos sob vigilância sanitária, alimentos incluídos[19]. A Anvisa indica o e-Notivisa para suspeitas com suplementos e o VigiMed para medicamentos[10]. Para entrar, é preciso CPF e conta gov.br nível prata ou ouro[20].

Em março de 2026, a Anvisa publicou um alerta sobre risco de danos ao fígado com medicamentos e suplementos de cúrcuma[10]. A evidência publicada no Brasil ainda é escassa: uma revisão crítica de relatos de lesão no fígado no país reuniu 32 casos em 27 estudos, 3 deles ligados a ervas, e só um estudo usou uma escala de causalidade[21].

Quem deve conversar com o médico antes de tomar suplemento?

Quem já tem doença no fígado, em primeiro lugar. A agência francesa ANSES orienta quem tem histórico de doença hepática, ou usa remédio que pode afetar o fígado, a evitar alimentos ricos em canela e suplementos com cumarina[24]. É uma situação comum: até 40% dos pacientes atendidos em clínicas de fígado usam suplementos, segundo o LiverTox[2].

Também quem usa vários remédios, quem vai operar e quem está grávida ou amamentando. A Anvisa pede: informe ao médico se usa plantas medicinais e fitoterápicos, principalmente antes de cirurgias[22]. Os casos de cada remédio estão em alho, canela ou orégano junto com remédio, e os da gestação em suplementos naturais na gravidez.

Quanto pesa cada evidência desta página?

Evidências sobre suplementos e fígado
O que foi vistoNúmeroEm quemEstudo e forçaFonte
Ervas e suplementos entre as lesões de fígado15,5% (130 de 839), sendo 45 de musculação; de 7% para 20% no períodoPacientes da rede DILIN, EUA, 2004–2013Registro prospectivoForça: ModeradaNavarro et al., 2014 [1]
Ervas e suplementos na América Latina9% de 468 casosRede LATINDILI, dez anosRegistro prospectivoForça: ModeradaBessone et al., 2025 [23]
Limite tolerável de cumarina0,1 mg/kg de peso por diaPopulação geralParecer de agência reguladoraForça: AltaEFSA, 2008 [4]
Enzimas do fígado com cumarina usada como remédio0,4% (50–100 mg/dia) a 6% (400 mg/dia)Pacientes tratados com cumarinaEnsaios compilados por agência reguladoraForça: ModeradaANSES, 2021 [16]
Passar do limite de cumarina com medicamentos tradicionais japoneses17,3% acima × 19,4% abaixo do limite129 pacientes no JapãoEstudo observacional retrospectivoForça: BaixaIwata et al., 2016 [18]
Canela como causa de lesão no fígadoNota D; pelo menos 3 casos publicadosRelatos de casoMonografia de referência (NIH)Força: BaixaLiverTox, 2026 [12]
Óleo de orégano e cominho-pretoNota E; nenhum relato até 2023Uso amplo; um relato de 2025 para cominho-pretoMonografia de referência (NIH) e relato de casoForça: BaixaLiverTox, 2023 [7][8]; Polat et al., 2025 [15]
Extrato de chá verde e enzimas do fígado6,7% contra 0,7% no controle1.075 mulheres na pós-menopausaEnsaio controlado citado pelo LiverToxForça: ModeradaLiverTox, 2020 [6]

Como lemos a força. Alta: monografia de agência reguladora ou meta-análise de ensaios. Moderada: registro prospectivo, coorte ou ensaio randomizado. Baixa: ensaio pequeno, série ou relato de caso. Muito baixa: estudo em animal ou em laboratório. Nas linhas de agência reguladora, a força mede a firmeza da posição oficial, não prova de dano nem de benefício. A nota do LiverTox (de A a E) mede a probabilidade de uma substância causar lesão clinicamente aparente no fígado; é outra escala, diferente da força.

Quando procurar um médico

  • Pele ou olhos amarelados, urina muito escura, cansaço sem explicação, náusea ou dor na barriga depois de começar um suplemento: pare o produto e procure atendimento[10].
  • Antes de começar, se você tem doença no fígado, usa remédio contínuo, vai fazer cirurgia ou está grávida ou amamentando[22][24].
  • Leve o rótulo à consulta: espécie da planta, quantidade por cápsula e tempo de uso ajudam o médico a avaliar a causa.

Perguntas frequentes

Quem tem gordura no fígado pode tomar suplemento?

Precisa de orientação antes. A agência francesa ANSES orienta quem tem doença no fígado a evitar alimentos ricos em canela e suplementos com cumarina, e até 40% dos pacientes de clínicas de fígado usam suplementos, segundo o LiverTox. Leve o rótulo ao médico que acompanha o fígado.

Canela faz mal para o fígado?

A canela cássia pode fazer, em excesso, por causa da cumarina: o limite tolerável é 0,1 mg por quilo de peso por dia (EFSA, 2008), e um adulto de 60 kg chega a ele com cerca de 2 g de cássia por dia (BfR, 2012). A canela do Ceilão tem teor baixo, não zero: até 486 mg/kg nas amostras medidas na Alemanha. O LiverTox classifica a canela como causa rara possível (nota D).

Óleo de orégano faz mal ao fígado?

Até 2023 não havia caso publicado: o LiverTox dá nota E (causa improvável) ao óleo de orégano e registra que nenhuma lesão ou alteração das enzimas do fígado foi atribuída a ele. Nota E não é atestado de segurança; quem tem doença no fígado deve conversar com o médico antes de qualquer suplemento.

Cominho-preto (Nigella sativa) faz mal ao fígado?

O LiverTox dá nota E, causa improvável, e não encontrou relato publicado até 2023, apesar do uso amplo. Em 2025 saiu o relato de uma paciente de 82 anos, em hemodiálise e com vários remédios, que teve insuficiência hepática aguda e morreu depois de um mês de cápsulas de óleo de semente preta. Não houve avaliação formal de causalidade (como a escala RUCAM): o relato não prova a causa, mas o tema não está fechado.

Alho faz mal ao fígado?

A monografia da Agência Europeia de Medicamentos (2017) não lista efeito no fígado entre os efeitos do alho; os riscos descritos são sangramento, interação com remédios e cirurgia. Há um relato isolado de alteração das enzimas do fígado com alho em dose alta, num paciente transplantado de fígado. Não localizamos estudo de segurança para o fígado com extrato de alho negro em pessoas; a monografia europeia se refere ao alho comum.

Quais suplementos mais causam lesão no fígado?

Na rede latino-americana LATINDILI, os mais citados foram chá verde, garcínia e produtos de nutrição de marca, a maioria usada para perder peso. Na rede americana DILIN, o extrato de chá verde foi a principal causa isolada entre as ervas, e o LiverTox dá a ele nota A, causa bem estabelecida.

Fontes

  1. Liver injury from herbals and dietary supplements in the U.S. Drug-Induced Liver Injury Network (Hepatology 60(4):1399–1408). Navarro VJ e colegas, 2014. doi.org
  2. Herbal and Dietary Supplements (LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury). NIDDK — Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, 2025. ncbi.nlm.nih.gov
  3. Herbal and Dietary Supplements-Induced Liver Injury in Latin America: Experience From the LATINDILI Network (Clin Gastroenterol Hepatol 20(3):e548–e563). Bessone F e colegas, 2022. doi.org
  4. Coumarin in flavourings and other food ingredients with flavouring properties (EFSA Journal 793). EFSA — Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos, 2008. efsa.europa.eu
  5. FAQ on coumarin in cinnamon and other foods (versão de 27/09/2012). BfR — Instituto Federal Alemão de Avaliação de Risco, 2012. bfr.bund.de
  6. Green Tea (LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury). NIDDK — Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, 2020. ncbi.nlm.nih.gov
  7. Oregano (LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury). NIDDK — Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, 2023. ncbi.nlm.nih.gov
  8. Black Cumin Seed (LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury). NIDDK — Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, 2023. ncbi.nlm.nih.gov
  9. European Union herbal monograph on Allium sativum L., bulbus (EMA/HMPC/7685/2013). EMA — Agência Europeia de Medicamentos, 2017. ema.europa.eu
  10. Anvisa alerta para risco de danos ao fígado por medicamentos e suplementos de cúrcuma. Anvisa, 2026. gov.br
  11. Toxicidade hepática de chás, ervas e fitoterápicos. Sociedade Brasileira de Hepatologia (Souza AFM), s.d.. sbhepatologia.org.br
  12. Cinnamon (LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury). NIDDK — Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, 2026. ncbi.nlm.nih.gov
  13. High daily intakes of cinnamon: health risk cannot be ruled out (Health Assessment 044/2006). BfR — Instituto Federal Alemão de Avaliação de Risco, 2006. bfr.bund.de
  14. Good for the lung but bad for the liver? Garlic-induced hepatotoxicity following liver transplantation (J Clin Pharm Ther 42(5):646–648). Shaikh SA e colegas, 2017. doi.org
  15. Black seed oil induced acute liver failure: a case report and literature review (J Compr Surg 3(2):37–39). Polat EC, Zorbuna S, Koç A, 2025. doi.org
  16. Assessment of the risk of hepatotoxicity associated with the coumarin content of certain plants that can be consumed in food supplements or in other foodstuffs (Opinion, Request No 2018-SA-0180). ANSES — Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Ambiente e do Trabalho (França), 2021. anses.fr
  17. Coumarin-Induced Hepatotoxicity: A Narrative Review (Molecules 27(24):9063). Pitaro M e colegas, 2022. doi.org
  18. The Relation between Hepatotoxicity and the Total Coumarin Intake from Traditional Japanese Medicines Containing Cinnamon Bark (Front Pharmacol 7:174). Iwata N e colegas, 2016. doi.org
  19. e-Notivisa: notificação de eventos adversos e queixas técnicas pelo cidadão. Anvisa, 2026. gov.br
  20. Notificar problemas com produtos sujeitos à vigilância sanitária. Governo Federal (gov.br), 2025. gov.br
  21. Drug and herb-induced liver injury: A critical review of Brazilian cases with proposals for the improvement of causality assessment using RUCAM (Ann Hepatol 18(5):742–750). Becker MW e colegas, 2019. doi.org
  22. Cartilha de orientações sobre o uso de fitoterápicos e plantas medicinais. Anvisa, 2022. gov.br
  23. Drug-induced Liver Injury in Latin America: 10-year Experience of the Latin American DILI (LATINDILI) Network (Clin Gastroenterol Hepatol 23(1):89–102). Bessone F e colegas, 2025. doi.org
  24. Beware of overconsumption of herbal supplements containing coumarin. ANSES — Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Ambiente e do Trabalho (França), 2021. anses.fr
  25. Quantification of flavoring constituents in cinnamon: high variation of coumarin in cassia bark from the German retail market and in authentic samples from Indonesia (J Agric Food Chem 58:10568). Woehrlin F, Fry H, Abraham K, Preiss-Weigert A, 2010. doi.org

Sobre esta página

Quem escreveu: equipe editorial da OROVITA, a partir das fontes primárias listadas acima, abertas e conferidas uma a uma em outubro de 2026. Cada número traz a fonte e o ano; nada foi arredondado sem aviso.

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